O vice-diretor da Escola da AJURIS, juiz Paulo Augusto Oliveira Irion, participou na quinta e na sexta-feira, dias 24 e 25 de setembro, do LXIX Encontro do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem), realizado em Foz do Iguaçu (PR).
O evento teve como tema “IA Generativa no Judiciário: capacitação e inovação” e reuniu dirigentes e representantes de escolas judiciais, magistrados, gestores, especialistas e parceiros institucionais para discutir os impactos da inteligência artificial nas atividades do Poder Judiciário.
Nos dois dias de atividades, foram realizadas sete mesas temáticas, oportunizando o aprofundamento dos debates sobre o tema e o compartilhamento de exemplos de boas práticas entre as escolas.
Durante a participação no encontro, Irion salientou que a inteligência artificial já é uma realidade na atuação do Judiciário e que utilização da tecnologia deve ser permeada por parâmetros éticos, sem substituir a atuação de juízes e juízas.
“A inteligência artificial contribui para que o Judiciário enfrente com mais celeridade suas demandas. Mas é fundamental que seu uso seja ético, seguro e responsável. A IA jamais poderá substituir a inteligência humana”, afirmou.
O vice-diretor relatou ainda o incentivo da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) para que atividades de capacitação sobre a IA estejam presentes tanto na formação inicial quanto nas atividades realizadas ao longo da carreira.
“A ideia é que os cursos de formação e aperfeiçoamento preparem magistrados e magistradas para uma utilização racional da inteligência artificial”, explicou.
Além de Irion, o desembargador Sérgio Fusquine Gonçalves, do Tribunal de Justiça do RS, também esteve presente no encontro, representando o Centro de Formação e Desenvolvimento de Pessoas do Poder Judiciário do RS (CJUD).
Realizado pelo Copedem, pela Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat) e pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Ejug), o evento reuniu representantes da Enfam, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e de escolas judiciais de diferentes Estados do país.

