A Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de número 615/2025, sobre Inteligência Artificial e o impacto do tema nas escolas da magistratura brasileira foi uma das principais pautas da reunião do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem) realizado no último dia 14, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em Brasília. A diretora da Escola da Magistratura da AJURIS, Clarissa Costa de Lima, participou do encontro.
“A Resolução sobre inteligência artificial do CNJ representa um marco significativo na busca por uma justiça mais eficiente, acessível e moderna. A inteligência artificial tem o potencial de transformar profundamente o nosso Sistema Judiciário. Contudo, também é fundamental que possamos refletir sobre os desafios que ela nos impõe, principalmente no que tange à formação dos magistrados”, considerou a diretora da Escola da AJURIS.
A magistrada lembrou que, em paralelo, resolução da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) sobre a formação inicial de magistrados, também apresentada na reunião do Copedem, destaca que os novos juízes recebam uma formação sólida que abrange não apenas o conhecimento técnico, mas também as questões éticas, de cidadania e de humanidade que são indispensáveis ao exercício da magistratura. “O debate que se inicia aqui é fundamental para definirmos caminhos que não apenas atendam à necessidade de adaptação das práticas judiciais, mas também promovam uma formação que preserve os valores essenciais da justiça”, disse Clarissa.