Notícias

A Escola Oficial da Magistratura

Escola da AJURIS realiza Comissão de Heteroidentificação

A Escola da Magistratura da Associação dos Juízes do RS (AJURIS) realizou na última sexta-feira (3/2) a solenidade da Comissão de Heteroidentificação com os candidatos autodeclarados pretos ou pardos no processo seletivo de bolsas integrais por cota racial no curso AprovAjuris. O grupo foi formado pelos juízes de Direito Karen Luise Vilanova Batista de Souza, Flávia Marciano Monteiro e Nildo Inácio e pelos funcionários da instituição Josué Borges Brito e Guilherme Vanes Ferreira. A comissão é responsável pela aferição das informações apresentadas durante a inscrição no edital de bolsas, cujo resultado pode ser conferido aqui.

O processo busca dar efetividade à política afirmativa com reserva de vagas para candidatos negros. Segundo a presidente da comissão, Karen Luise, para que a reserva de vagas seja a mais assertiva possível é realizado um procedimento de heteroidentificação. “Ou seja, é preciso verificar se o candidato é lido socialmente como uma pessoa negra. Uma coisa pode ser o pertencimento racial da pessoa, mas outra é como ela é vista na sociedade. Nosso objetivo, neste momento, é privilegiar as pessoas que são lidas como negras e que, em razão disso, enfrentam obstáculos na vida e no mercado de trabalho”, explica.

Durante o procedimento é questionado aos candidatos como eles se autodeclaram, porquê e se já sofreram algum episódio de descriminação racial. O principal critério utilizado pela comissão é o fenótipo. “O compromisso com as políticas de ações afirmativas é do Estado. Por isso, existe uma severa importância não apenas das políticas, mas da efetividade delas. Para que elas sejam efetivas é preciso garantir que a população negra propriamente dita acesse essas vagas”, afirma a juíza Flávia.

O magistrado Nildo Inácio destaca que a Escola da AJURIS demonstra um compromisso com a discussão racial quando promove a distribuição de bolsas de estudo com o critério étnico-racial. “Dessa forma, a AJURIS busca propiciar que pessoas que tiveram diversos obstáculos raciais em razões de condições históricas possam acessar o ambiente jurídico e os cursos ofertados pela instituição”.

O parecer da comissão é enviado individualmente para cada candidato. Além das cotas raciais, o edital de bolsas deste ano também abrangeu pessoas com deficiência (PCD) e candidatos com baixa renda.

Últimas notícias

A diretora da Escola da AJURIS, Clarissa Costa de Lima, e o vice-diretor, Daniel Neves Pereira, participaram ao longo da semana do XXV Congresso Brasileiro da Magistratura, promovido pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em Foz do Iguaçu. O evento se encerra neste sábado

A AJURIS e a Escola da Magistratura estiveram entre as 24 entidades e empresas do país agraciadas com o Selo de Reconhecimento Público por Contribuição à Diversidade e Inclusão no Poder Judiciário, entregue durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) da última terça-feira

Considerado como uma das referências da teoria jurídica do Garantismo (que defende um sistema de vínculos impostos ao poder estatal em garantia dos direitos do cidadão) que influenciou gerações de magistrados, o jurista italiano Luigi Ferrajoli fez uma palestra para uma atenta plateia na

Adicionando ao carrinho...

Aguarde um momento

Produto adicionado!

Confira seu carrinho